Será que dá pra escolher engravidar de menino ou engravidar de menina?

Muitos casais estão interessados nos métodos de escolha do sexo do bebê, principalmente o método de Shettles. Mas será que existe alguma evidência científica de que atualmente você pode escolher o sexo de seu bebê usando este método? Para responder esta questão, temos um resumo e revisão da literatura científica publicada nesta área.

Em 1970, Landrum B. Shettles publicou um artigo chamado “Fatores que influenciam a proporção dos sexos” no Jornal Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (International Journal of Gynaecology and Obstetrics). A premissa, que ele depois expandiu num livro que popularizou esta teoria, é que o momento da relação sexual e seu desenvolvimento reprodutivo podem influenciar no sexo dos bebês gerados.

Desde então, muitos pesquisadores passaram a testar a teoria de Shettles. Uma revisão da literatura científica já publicada no campo de seleção e previsão do sexo, entretanto, causou declarações conflitantes. A maioria dos estudos encontrados, mostram pouca ou nenhuma correlação com o tempo da relação sexual e o sexo do bebê. Alguns estudos atualmente se opõem que a Teoria de Shettles possa ser verdadeira.

Testando o método de escolher o sexo do bebê

John T. France e colegas, por exemplo, em um artigo publicado em 1992 no Jornal Internacional de Fertilidade (The International Journal of Fertility) disse: “nossas descobertas contradizem a Teoria de Shettles…” Da mesma forma, RH Gray, em um artigo de 1991 no Jornal Americano de Obstetrícia e Ginecologia (American Journal of Obstetrics and Gynecology) disse que o método de Shettles é contraditório com os conhecimentos científicos. Finalmente, em um estudo de 1995 publicado no Novo Jornal Inglês de Medicina (New England Journal of Medicine), os pesquisadores Allen Wilcox, Clarice Weinberg e Donna Baird disseram que “o momento da relação sexual em relação com o tempo da ovulação não influencia no sexo do bebê“.

Existe muita especulação, entretanto, que algum outro fator possa resultar na determinação do sexo. Em um artigo de 1995 publicado em Reprodução Humana (Human Reproduction) Weinberg, Baird e Wilcox sugerem que a duração da fase folicular (o tempo entre a menstruação e a ovulação) é relacionada ao sexo do bebê. Eles sugerem que ciclos com menor fase folicular são mais propensas a resultar em gravidez de meninos, enquanto ciclos com uma fase folicular maior podem ser mais propensas a gravidez de meninas. Esta teoria, entretanto, também está sendo muito investigada. Gray e Simpson, em um artigo de 1998 publicado em Reprodução Humana (Human Reproduction) afirmam que não existe nenhuma associação com a fase folicular e a proporção do sexo gerado.

Príncipe ou Princesa

Mas eu quero escolher menino ou menina

A maioria das pessoas que estão tentando ser papais e mamães ficariam maravilhadas em esperar uma criança de qualquer que fosse o sexo. Mesmo assim, a teoria da seleção do sexo possui muitas razões a se considerar. Não é difícil de encontrar pais que afirmam que alguma técnica utilizada realmente teve sucesso com eles. Apesar de tudo, a maioria dos estudos científicos sugerem que não há evidência clara que você tendo relações sexuais em certo momento irá aumentar as chances de conceber um sexo específico.

Casais que estão determinados a ter um filho de um sexo específico são recomendados a procurar conselhos médicos antes de tentar engravidar.

Fonte: Fertility Friend