Lei que garante presença de marido no parto da mulher é descumprida.
Grupo resolveu protestar no Recife. Notícia de 10/08/2007.

No Recife, um grupo de pais saiu às ruas nesta sexta-feira (10) para exigir o direito do homem de acompanhar o parto da mulher. A lei aprovada há dois anos pelo Congresso é descumprida pela maioria das maternidades do Sistema Único de Saúde.


O professor Wlademir Jeminni e a mulher dele, Cynthia, se prepararam para o parto de Lorena, a filha deles, durante nove meses. Eles fizeram cursos e freqüentaram grupos de apoio a casais "grávidos". Depois de passar por duas maternidades, a frustração: Jeminni foi proibido de acompanhar o parto da primeira filha e informado que só poderia conhecer Lorena no dia seguinte ao nascimento. "Foi frustante", diz Cynthia.

A lei federal 11.108 garante o direito da gestante ter um acompanhante antes, durante e depois do parto. Mas na maioria das maternidades públicas isso ainda não é uma realidade. No Recife, menos de 30% das unidades de saúde do SUS permitem que o homem acompanhe a mulher na hora do parto e, mesmo assim, a decisão é da equipe médica.

A justificativa para o não-cumprimento da lei é a falta de estrutura, de material adequado, pouco espaço e a alegação de que a presença de um homem na enfermaria feminina tiraria a privacidade das mães. Mas, para elas, ter o marido por perto é sinal de mais confiança.

Às vésperas do Dia dos Pais, um grupo resolveu protestar e saiu às ruas da Capital de Pernambuco para exigir o direito de não ser só uma visita.

Fonte: G1 (com vídeo no site)

 http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL85984-5598,00.html