Estou lendo este livro “Maternidade Tardia” de Sylvia Ann Hewlett que conta os dilemas da mulher moderna que não quer apenas trabalhar fora, mas ser reconhecida e realizada profissionalmente. Ele contém várias pesquisas e entrevistas com mulheres altamente bem sucedidas nos EUA que são executivas, presidentes, empresárias, trabalham mais de 12 horas por dia, viajam constantemente, não tem tempo para vida familiar.

Fala também de mulheres que tiveram alto grau de estudo e deixaram de seus empregos promissores para ficar em tempo integral em casa com os filhos ou para ficarem em empregos limitados mas com carga horária reduzida.

As mais bem sucedidas confessam que não tiveram filhos porque não conseguiram, e não porque não quiseram. A ambição de crescer e a tentação das promoções, status, salários e boa colocação sempre as faziam considerar que não estavam estabilizadas o suficiente para engravidar (ou casar) e com isso foram passando-se os anos e quando se deram conta estavam sozinhas, divorciadas ou inférteis.

O livro deixa o alerta de que a mulher não pode ter tudo, mas deve achar uma maneira de ser feliz tentando manter um equilíbrio. O homem pode ter filhos biológicos até na velhice, já para a mulher, apesar da Fertilização Artificial prometer mundos e fundos, nada é garantido. Existem mulheres que fazem inúmeras até se esgotar o dinheiro e não alcançaram nada.

Após os 36 anos, as chances de se ter o primeiro filho caem drasticamente, devido ao fator: queda de fertilidade + compensação da frustração investindo na carreira = adia-se a gravidez mais um pouco, e com isso muitas entrevistadas se deram conta depois dos 40 ou 50 de que tinham deixado passar a oportunidade de serem mães, e até mesmo a oportunidade de serem esposas para que pudessem criar filhos junto a um companheiro.

O apelo de Sylvia é: ou você tenha consciência de que será sozinha (poucos homens aceitam concorrer com esposas que possuem cargos tão pomposos) e para chegar alto é necessário adiar/abandonar a maternidade, ou você invista em ser mãe até os 30 anos para que não sofra o pesadelo que as entrevistadas sofreram ou ainda sofrem, achando que se adiassem a maternidade poderiam engravidar quando bem quisessem.

Compre o livro: Maternidade Tardia

Sinopse:

Neste livro, Sylvia Hewlett aborda um dos maiores desafios da mulher moderna: conciliar a carreira e os filhos. Quanto mais bem-sucedida profissionalmente é a mulher, mais dificuldades ela encontra para encontrar um parceiro ou ter um bebê. Mas, apesar das dificuldades a maioria das mulheres anseia por um filho e está preparada para ir até o fim do mundo para conseguir realizar esse sonho, algumas vezes gastando generosas quantias de dinheiro, tempo e energia.

Em Maternidade Tardia, Hewlett traz sua substancial experiência como economista e analista política, e suas próprias e difíceis vivências na maternidade. Combinando pungentes e sugestivos relatos da vida de mulheres por meio de uma pesquisa inovadora, ela coloca em evidência esperanças e angústias, que revelam circunstâncias que tem conspirado para criar brutais contradições nas vidas das mulheres profissionais: a cultura das longas horas de trabalho das empresas, a tradicional divisão de trabalho doméstico e uma indústria da fertilidade, que embala mulheres numa falsa segurança de que poderão ficar grávidas mesmo na meia-idade.

As vozes que Hewlett captura são inacreditavelmente honestas e as informações contidas em sua nova pesquisa, devastadoras. Maternidade Tardia é uma leitura vital para qualquer mulher que deseja incluir em seu futuro: carreira e filhos.