Se você está tentando engravidar e devido a ovários policísticos ou endometriose está encontrando dificuldades e afoga as mágoas no chocolate e outros doces... cuidado! Você pode estar piorando sua situação! compre sucralose e substitua o açúcar sem perceber diferença no gosto!

Nas pesquisas que tenho realizado, os textos e médicos afirmam que as causas da endometriose e dos ovários policísticos são desconhecidas. Porém as pesquisas que tenho realizado sobre o consumo do açúcar em excesso justamente indica como causas prejudiciais (entre outras muitas) endometriose e ovários policísticos!

O açúcar é um alimento relativamente recente e a adição de açúcar em todos os alimentos faz parte da alimentação moderna e industrializada. O excesso de consumo de açúcar desequilibra a produção de insulina no corpo, fazendo que como reação ao recebimento repentino de altas doses de açúcar (pois ele já é refinado e já chega "digerido" no corpo), seja produzida mais insulina do que o necessário, provocando queimas de mais açúcar do que o necessário (hipoglicemia) e com dependência de mais açúcar para repor a baixa de glicemia.

Poucas pessoas sabem, mas o açúcar necessário ao corpo não provém somente de alimentos doces. A farinha e o amido são transformados pelo corpo em açúcares também.

 

Por isso o consumo de pães brancos e carboidratos refinados aumentam a glicemia mesmo se a pessoa só ingerisse alimentos salgados. Portanto para diminuir a glicemia no sangue não basta apenas substituir o açúcar pelo adoçante, é necessário reeducar a alimentação.

O açúcar

Até cerca de 300 anos atrás a humanidade não usava aditivos doces na sua dieta diária. Os povos antigos, civilizações passadas, brilhantes exércitos não conheciam o famoso aditivo doce. O mel era usado eventualmente, como remédio. Este processo histórico prova que o açúcar branco é desnecessário como alimento. Foi só a partir dos dois últimos séculos que o açúcar começou a ser produzido e consumido de forma cada vez mais intensa. Com a sofisticação da técnica, purificou-se mais ainda o açúcar de cana retirando-se dele apenas a sacarose branca. Hoje somos uma civilização consumidora de milhares de toneladas diárias de açúcar.


O corpo humano não necessita de açúcar branco. O que é realmente necessário é a glicose, ou seja, a menor partícula glicídica dos carboidratos. A glicose, por sua vez, é importante para o metabolismo, pois produz energia ao ser "queimada". Embora se diga que "açúcar é energia", sabemos bem que a citação é apenas modesta, pois, na verdade, deveríamos dizer que "açúcar é superabundância de energia química concentrada" e eis aí o problema: açúcar é sempre excesso de energia, além das necessidades reais, e este excesso tende a depositar-se, a exigir trabalho orgânico extra, a diminuir o tempo de vida, pois a célula só usa o que necessita, todo o resto passa a "estorvo" metabólico.

Hipoglicemia (baixa de açúcar no sangue) é causada pelo próprio consumo de açúcar

O organismo humano está preparado para receber a glicose proveniente dos cereais, frutas, legumes, leguminosas, etc. A glicose é importante como fonte de energia para as células. Normalmente, temos glicose suficiente reservada no fígado (sob a forma de glicogênio, ou na própria capa gordurosa, que se desdobrando fornece energia). Isto explica porque antigamente não era consumido o açúcar branco, nem mesmo o mascavo, mel etc, sem causar falta deste alimento. Esta glicose (ou a frutose) é derivada da quebra da molécula do amido, o que permite uma assimilação lenta do nutriente; daí o amido ser considerado um "açúcar lento". O açúcar branco fornece cargas muito rápidas e imediatas de glicose, por isso é chamado de "açúcar rápido".

 
Cada molécula de sacarose (açúcar refinado) possui apenas duas moléculas de glicose, que são separadas muito rapidamente no tubo intestinal. Esse fato engana o metabolismo glicídico, que envolve reações muito complexas das quais participam enzimas, insulina, mediadores químicos, mecanismos de feedback, etc. Sabendo-se que o corpo humano está "programado" para lidar bem com o açúcar lento, de modo a poder metabolizá-lo convenientemente, obedecendo aos parâmetros autoreguladores, quando se ingere uma quantidade grande de açúcar branco,

o organismo se confunde e acaba se desregulando com o tempo.

Há um mecanismo de regulação dos níveis de glicose no sangue que procura manter entre 70 e 120 mg por 100 ml. Quando este nível é ultrapassado, um pouco mais de insulina é liberada para compensar e manter essa taxa normal. Um simples sorvete pode provocar elevações dos níveis de glicose acima de 300 mg mas, apenas, num trecho de 100 ml de sangue. E este é o problema: o nível de glicose se eleva num pequeno trecho do sangue proveniente dos intestinos, onde o açúcar foi rapidamente assimilado; os sensores do fígado e do pâncreas "avisam" o cérebro de que a quantidade de glicose captada é de "300 mg" e este determina a liberação de insulina relativa a essa quantidade, que não é uma realidade para a totalidade do sangue circulante. Isto ocorre porque a "programação" biológica do organismo é para a assimilação de açúcar "lento", que, sendo assimilado gradativamente, permite uma saturação de glicose também lenta e de modo bem distribuído.

Esta situação acontecendo vez ou outra não causa problema, mas desde que seja constante, através dos anos - como mostra a realidade dos hábitos alimentares modernos - produz um condicionamento metabólico e bioquímico com a liberação constante de insulina um pouco além do necessário. Com isto há uma tendência a se instalar uma situação de constante baixa dos níveis de glicose (hipoglicemia reativa ou funcional), apesar de se consumirem quantidades elevadas de açúcar (glicose). A pessoa desenvolve, assim, uma necessidade constante de doces ou açúcar, que pode ser crescente, transformando-se, freqüentemente, em compulsão.


A hipoglicemia é uma situação orgânica variável, que pode afetar as pessoas de várias maneiras. Pode ser imperceptível, com apenas um pouco mais de fome proximamente ã s refeições, ou algumas tonteiras passageiras e ansiedade, até graus intermediários com sudorese, taquicardia, cansaço, falta de memória, ansiedade mais forte ou depressão que, curiosamente, desaparecem temporariamente com a ingestão de doces. Em graus mais acentuados, a hipoglicemia pode determinar desde distúrbios orgânicos subjetivos, semelhantes a um distúrbio neurovegetativo, com sensações corporais ruins de difícil descrição, pensamentos estranhos e depressão forte. Estes casos, sempre relacionados com certa melhora temporária quando se ingere açúcar, freqüentemente são encaminhados para tratamento psiquiátrico ou psicológico. A única forma de melhora é através da suspensão gradativa do açúcar (tratamento idêntico ao dos toxicõmanos e farmaco-dependentes) e adoção de dietas muito controladas.

〠medida que a situação deste tipo de hipoglicemia se mantém, pode acontecer uma falência relativa da capacidade do pâncreas em produzir insulina, elevando-se os níveis de açúcar do sangue (hiperglicemia), surgindo assim o diabetes. Isto, porém depende sobremaneira da predisposição herdada pelo organismo. Pré-diabéticos têm maior tendência para ter hipoglicemia primeiro e, depois, diabetes em graus variáveis, desde aquele controlável com dietas e/ou hipoglicemiantes orais ou aqueles que exigem insulina sintética.

Esta é a relação do açúcar com o crescimento da incidência de diabetes no mundo, segundo dados oficiais e diversos estudos modernos.

O Que Usar? Não Precisamos de Açúcar?

 
O ideal seria reaprender a sentir o sabor natural dos alimentos, sem acrescentar nada. Eventualmente poderemos usar mel ou açúcar natural de cana, o mascavo, em pequenas quantidades. Percebemos que assim teremos até mais energia do que o normal, apenas por ter evitado desgastes excessivos com ingestão de superabundância de energia química.

Apenas os cereais integrais, as frutas, os legumes etc. têm  a capacidade de fornecer aquilo de que necessitamos. No caso de desportistas e pessoas que produzem desgaste físico, uma certa quantidade de mel pode ser usada sem problemas.  No caso de diabéticos e hipoglicêmicos, aconselhamos o acompanhamento médico para evitar problemas mais sérios, evitando inclusive orientadores naturistas e macrobióticos que não tenham conhecimentos e experiência em termos de bioquímica e fisiologia, fisiopatologia e clínica médica.

Para pessoas que não têm grandes problemas, mas querem parar de consumir açúcar, sugerimos uma eliminação lenta, gradativa, porém consciente, de doces, refrigerantes, sorvetes etc, até adotar uma dieta mais natural e equilibrada. Aproveitamos para alertar que muitos alimentos industrializados e manipulados possuem açúcar, muitos dos quais nem imaginaríamos, como: pão branco comum, pão integral de supermercados, macarrão em pacotes, enlatados, carnes condicionadas, biscoito e bolachas salgadas etc.


Para aqueles que usam adoçantes artificiais, sacarina e ciclamatos.

Aconselhamos abolir o hábito imediatamente, pois representam produtos muito perigosos. Apesar da comprovação de que são substâncias cancerígenas, verbas astronõmicas são gastas por laboratórios interessados em pesquisa do tipo: "Ainda não conseguimos provar que adoçantes sintéticos não produzem câncer".  Em termos de história, relativamente recente, o homem aprendeu a obter açúcar bruto (mascavo e amarelo), e somente nas últimas décadas os países desenvolvidos começaram a produzir  enormes quantidades (dez mil toneladas) de açúcar branco refinado, contendo 99,75% de sacarose, tornando-o um reagente químico. Lado a lado com esta depuração houve um aumento no consumo de açúcar branco atingindo, nos países altamente desenvolvidos, 100/140 g diárias por pessoa. Tornou-se tão letal, que o nutricionista britânico Dr.A. Yudtkrin batizou seu livro sobre o problema de açúcar "Puro, Branco e Mortal" enquanto o Dr. Hall,cientista canadense, intitulou seu capítulo sobre açúcar, "O Vilão - Açúcar Refinado".

Para situações onde não seja possível ficar sem açúcar (por exemplo, um suco de limão), os adoçantes indicados são: Steviosídeo ou Sucralose. Porém, use-os com moderação.

Veja aqui a alimentação para controlar a glicemia

Fonte de consultas: http://www.drmarciobontempo.com.br/