Mecanismo pode ser chave para entender o surgimento da pré-eclâmpsia.Estudo foi divulgado na revista ‘Reproductive Sciences’

Pesquisadores da Universidade Yale, nos Estados Unidos, desvendaram um mecanismo que pode explicar a pré-eclâmpsia – uma condição que pode afetar grávidas e colocar em risco a vida da mulher e do bebê. A pesquisa foi divulgada na revista “Reproductive Sciences”.

Uma das funções da placenta é levar nutrientes da mãe para dentro do feto. Segundo Kliman, um dos autores do estudo, durante uma gravidez normal, células da placenta conhecidas como trofoblastos começam a atacar as paredes dos vasos sanguíneos da mãe. Isso faz com que mais sangue esteja disponível para entrar na placenta, deixando o bebê maior. O feto precisa ser grande para sobreviver, mas pequeno o suficiente para poder sair do corpo da mãe.


As células de defesa do corpo da mãe tentam destruir os trofoblastos. Mas a placenta consegue enganar os “soldados” maternos, ao liberar a chamada proteína placental 13 (PP13). Essa substância começa a circular nas veias da mulher até alcançar a região do útero logo abaixo da placenta. Ao sair dos vasos sanguíneos, a proteína desperta a atenção do sistema de defesa da mãe. O resultado é uma área inflamada com células mortas (necrose) ao redor das veias.

Como as células de defesa estão ocupadas contendo a “invasão” da proteína, os trofoblastos ficam livres para obter mais sangue da mãe.

Para os cientistas norte-americanos, quando este truque da placenta não funciona, a grávida pode desenvolver pré-eclâmpsia, uma condição que faz a pressão arterial aumentar e proteínas surgirem na urina. Se não tratada, a pré-eclâmpsia pode piorar e gerar uma eclâmpsia – doença que provoca convulsões e pode colocar a vida da mãe e do bebê em risco.

Matéria do G1.