Você descobriu que está grávida! Parabéns, saiba quais serão os procedimentos médicos durante a primeira consulta.

Seu primeiro exame deve ser entre as primeiras 6 a 8 semanas de gestação, ou seja, depois de um atraso de 2 a 4 semanas de sua menstruação. Nesta consulta, será calculada o tempo de gestação e a data provável do parto (DPP).

Provavelmente o médico irá realizar um exame físico completo, que inclui um exame retal e pélvico. Também será pedido um exame de sangue para realizar as análises:

  • Hemograma
  • Tipo sangüíneo e análise do fator RH
  • Exame de sífilis, hepatite, gonorréia, clamídia e outras enfermidades de transmissão sexual, inclusive HIV.
  • Exame para detectar se já contraiu varicela, sarampo, caxumba ou rubéola

Nas mulheres de ascendência africana ou da região do Mediterrâneo também é pedido um exame de anemia falciforme (uma doença crõnica no sangue), pois têm maiores riscos de padecer desta enfermidade, ou ser portadoras do gene que a provoca, podendo transmitir a seus filhos.


Durante a primeira visita também será pedido um exame de urina e um Papanicolau que serve para detectar câncer de colo do útero, também conhecido como “Prevenção”.

Freqüência das visitas

 
Se sua gravidez não é considerada de risco, as consultas serão a cada 4 semanas até a 28ª semana, e depois, a cada duas semanas após a 36ª semana, e então uma vez por semana até o nascimento.

Em cada consulta, será registrado o seu peso e pressão sangüínea. A partir da 22ª semana também se mede o tamanho e a forma do útero para determinar se o desenvolvimento e crescimento do feto estão normais.

Em uma ou mais de suas visitas, deverá realizar análises de urina para medir o açúcar e proteínas. Proteínas na urina pode ser indício de pré-eclampsia (que se caracteriza nas ultimas semanas, causada por um aumento repentino da pressão sangüínea e aumento de peso, com retenção de líquidos e proteínas na urina).

Os exames para detectar diabetes serão pedidos em torno das 12 semanas, em mulheres com maior risco de desenvolverem diabetes gestacional. As mulheres de maior risco são:

  • As que já tiveram bebê com mais de 4,100 kg
  • Possuem antecedentes de diabetes na família
  • São obesas
  • Tem mais de 30 anos

Outras mulheres farão este exame somente na 28ª semana. Neste exame, a mulher deve beber líquido açucarado e, depois de uma hora, se realiza uma análise de glicose no sangue. Se o nível é elevado, é realizado outro exame após 3 horas, a fim de determinar se a mulher sofre de diabetes gestacional.

Muitos pais também decidem realizar outros exames pré-natais que podem ajudar a predizer as probabilidades, ou até mesmo detectar algumas anomalias nos cromossomos ou desenvolvimento do feto.

Alfa-fetoproteína (AFP):

entre a 16ª e 28ª semana, é possível medir o nível de alfa-fetoproteina, uma proteína que o feto produz. Se o nível é elevado, é provável que seja uma gravidez de múltiplos ou um feto com espinha bífida ou outros defeitos do tubo neural. Também pode determinar com mais exatidão o dia da concepção. Se o nível for baixo, é possível que o feto possua anomalias nos cromossomos, como síndrome de Down. É importante lembrar que resultados altos ou baixos não indicam automaticamente algum problema, são apenas indícios para realizar mais exames, que em muitos casos resultam em diagnósticos normais.

Rastreio de múltiplos indicadores:

também entre a 16ª e 18ª semana, é possível medir certos níveis de hormônio no sangue. Para isso se colhe uma amostra de sangue da gestante a fim de medir o nível de AFP e os níveis de hCG (gonadotropina coriõnica humana) e estradiol, que são produzidas pela placenta. Os níveis destas três substâncias no sangue ajudam a identificar um feto com risco de algumas malformações congênitas ou cromossõmicas.

Amniocentese:

neste exame, se utiliza uma agulha para retirar uma amostra do líquido amniótico do ventre materno. Se deve realizar entre a 16ª e 20ª semanas. O exame do líquido permite identificar algumas malformações do feto, como a síndrome de Down ou espinha bífida. Em geral, a amniocentese só se recomenda em casos de suspeita após outros exames, ou talvez devido a idade da mãe ser superior a 35 anos ou antecedentes familiares. Este exame implica um risco leve de parto prematuro ou aborto espontâneo, porém na grande maioria dos casos não ocorre nenhum problema.

Biópsia de vilosidades coriõnicas:

este procedimento se utiliza durante o primeiro trimestre com os mesmos fins da amniocentese. Para este exame é recolhida uma amostra do tecido que se une ao saco amniótico (a bolsa que se forma ao redor do feto) na parede do útero. Assim como a amniocentese, a biópsia de vilosidades coriõnicas só é realizada quando existem fatores de risco. A principal vantagem é que os resultados são mais rápidos, porém também oferece algum risco de abortos espontâneos e outras complicações.

Ultra-sonografia (ou ecografia):

certamente pelo menos uma ecografia será realizada para assegurar-se de que sua gestação está avançando de forma normal e para verificar a data provável do parto. Em geral, a ultra-sonografia analisa a anatomia do bebê, e não apresenta nenhum risco para você nem para o bebê.



Para este exame, o técnico cobrirá seu ventre com um gel e depois colocará um instrumento sobre este. As ondas de som de alta freqüência rebatem em seu corpo e criam uma imagem do feto na tela do computador.
Elas servem para:

  • Determinar se o feto está crescendo num ritmo normal
  • Registrar o ritmo cardíaco do feto e seus movimentos respiratórios
  • Determinar se trata de uma gestação de múltiplos
  • Identificar anomalias que podem afetar o resto da gestação ou o parto

Em alguns centros de diagnostico se oferecem ultra-sonografia 3D ou 4D a fim de “tirar um retrato” do seu bebê.